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Discussão, estudo e troca de idéias sobre temas bíblicos e contemporâneos

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

NOVELA, O CAPÍTULO FINAL

Existe na Bíblia o relato da queda do mais elevado anjo do céu, Lúcifer, o qual assistia a destra de Deus, mas que pôs em seu coração o subir acima das mais altas nuvens e ser igual ao Altíssimo como descrito em Is 14: 14. Porém, tentando subir desceu, mergulhando do cume da mais alta luz para as profundezas das mais densas trevas. Apesar dessa pretensão ter resultado em uma amarga lição angelical, que devia ser exemplo para nós, esse mesmo desejo ainda hoje está gravado de forma indelével no coração de muitos homens.
Alguns através de sua vocação profissional manifestam claramente essa tendência divina ao criar um universo particular do qual usufrui e sobre o qual reina soberanamente e com poder total. Enquadran-se nesse caso os chamados “autores”, de livros de romances, de roteiros cinematográficos, de teatro, etc. Dentre esses destacamos particularmente o seguimento dos autores de novelas, que em suas funções diárias estão mais próximos da tentação de se sentirem como semi-deuses com poder sobre a vida o destino e a morte de sua criação
Certa vez li um romance onde um autor em uma noite tenebrosa em sua mansão, se viu cercado e surpreendido por estranhos seres aparentemente surgidos do nada, que o subjugaram o pondo como réu em um tribunal, sendo os seus acusadores os personagens saídos de suas próprias criações, com o intento de justiçá-lo devido a forma cruel e desumana com que foram criados e tratados por ele em suas histórias reivindicavam vingança.
Seria este apenas mais um enredo criativo do autor ou ele em seu intimo num lampejo de premonição sentiu que um dia teria que prestar contas por sua total liberdade de imaginação.
Confesso, como alguém que profissionalmente sempre trabalhou ligado a área de criação que nesse caso, não gostaria de estar na pele de um deles os quais povoaram a minha infância através das rádios São Paulo e Tupi, tendo após migrado para a televisão com a mesma fórmula repetitiva que até hoje permanece com sucesso geração após geração!
Esses autores se comportam como deuses, que criam, dão vida, manipulam, usam, abusam e até matam ou cometem assassinato sem sentimento de culpa. Ao contrário dos livros que contam uma história já acabada, do teatro e do cinema cujo tema duram apenas algumas horas, as novelas se repetem cotidianamente, entrando na intimidade diária de seus adeptos por meses ou anos dependendo do sucesso, tornando personagens fictícios como seres reais que devem até mesmo confundir a mente dos que os interpretam, e que servem de exemplo quase sempre ruim para milhares de telespectadores emocionados que amam os politicamente corretos e amaldiçoam aqueles que os autores caracterizam como “vilões” de forma maquiavélica. Sob a alegação de por em discussão temas tidos como tabus apresentam as maiores aberrações morais com roupagem de coisas ainda incompreendidas pela cruel sociedade. Em geral essas teses tem o condão de destruir os princípios da moral familiar, instituída por Deus e tida por eles como retrógrada, e como deuses se acham no direito de criar uma nova e moderna moral.
Nesse enredo levam os seus adeptos a se esquecerem de fatos e dramas da vida real, para destraidamente viverem alguns momentos irreais desta ficção diária.
O dia do juízo verdadeiro virá e fico a pensar qual será o fim daqueles que deliberadamente se fizeram culpados de toda a sorte de destruição moral, separação familiar, descaminhos, perda da fé na verdade, semearam a incredulidade e encheram os simplices de falsa esperança.
Esse será o seu drama pessoal cujo capítulo final desconhece, pois se conhecesse mudaria no mínimo de critérios, a novela de sua vida, da qual não é autor ou juiz, mas apenas um coadjuvante que um dia estará perante o grande trono branco diante do qual desaparecem o céu e a terra não se achando lugar para eles como diz Apocalipse 20: 11.
Ali estarão apenas, Criador, o verdadeiro, e criatura, a qual estará, crendo ou não, submetida e tendo suas obras avaliadas e julgadas pelo juiz eterno, supremo, infalível e perfeito. Este será o ato final do drama de sua vida que será escrito pelo dedo do Criador .
No fundo eu desejo aos autores de novela que se arrependam a tempo de um “final feliz”.

Cláudio Pinto Pr

1 Comentários:

  • Às 20 de dezembro de 2008 17:35 , Anonymous Anônimo disse...

    Olá Pastor!
    que bom lhe encontrar aqui
    e aindas mais com belos artigo.

    Os quais são temas palas boas ciscursões.

    \\\um bom final de Ano

    Edinho

     

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